quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Não sei

Na verdade não sei bem o que escrever acerca do tema não sei. Sei que há uma quantidade interminável de coisas que não sei, mas porque não as sei? Será que devia saber?

Todos os dias sabemos mais um pouco que no dia anterior, mas, por mais experiência de vida que tenhamos haverá sempre coisas que não sabemos. Mas porque não as sabemos? Talvez porque não nos esforçamos para as saber, talvez porque não precisamos de as saber, talvez porque não as queiramos saber, ou mesmo porque não sabemos que elas existem e não as podemos mesmo saber!

Felizmente ninguém sabe tudo e toda a gente tem que dizer, umas mais outras menos vezes, não sei! E ainda bem, senão o que faríamos no tempo que todos nós temos para a descoberta?
Claro que há coisas que eu não sei e gostaria muito de saber. Algumas são possíveis de saber, basta pesquisar na Internet, consultar livros, falar com outras pessoas ou mesmo pensar um pouco! Mas há outras, que por mais que queiramos nunca vamos conseguir saber. O que eu, e quase todos, não dávamos para saber os números do euromilhões? Claro que se soubesse iria ter mais um problema porque mais uma vez tinha que dizer não sei! Desta vez não iria saber o que fazer com tanto dinheiro!!!

A maior parte das vezes aborrece-me não saber determinadas coisas, mas, depois de pensar um pouco sobre isso fico feliz de não saber tudo. Se, por acaso existisse uma pessoa que soubesse tudo devia ser a pessoas mais aborrecida do mundo!
Não saber tudo permite-nos ganhar força para querer saber cada vez mais e mais, sabendo no entanto que nunca vamos saber tudo… felizmente!

Sócrates, há muitos muitos anos atrás, disse qualquer coisa do género: “uma vida sem questionamentos não vale a pena ser vivida”, e Einstein concluiu “o que eu sei é uma gota, o que não sei é um oceano”.

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