Tinha acabado de entrar no meio de transporte escolhido para um destino que há muito ansiava por conhecer. Estava tão entusiasmado com aquela viagem, que tinha planeado tudo até ao mais ínfimo pormenor, desde os locais a visitar, a história por detrás de cada monumento, a cultura das gentes, a comida que iria provar, os cheiros que iria percepcionar e assimilar. Nada ficou de fora! Esperava-me algumas horas de viagem e depois apenas desfrutar do que a boa vida de férias me oferecia.
Desta vez, a minha companhia de viagem era um livro em branco e uma esferográfica azul. Ah… e minha velhinha APS, é claro! Estes eram elementos fundamentais para manter o registo narrativo e tendencioso dos locais que iria visitar, das gentes com quem iria cruzar e dos episódios que iria viver.
A viagem decorreu sem grandes acontecimentos, ao contrário do que era habitual, ninguém estranho se cruzou no meu caminho, nenhum percalço com o meio de transporte, enfim, uma viagem fora do normal que muito apreciei.
Vejo sempre a chegada a um destino como um mistério que tento solucionar. Descobrir o espaço, a sua orientação geográfica, a sua organização eram momentos de divertimento! Mas havia outros momentos, aqueles em que paramos num local cheio de gente e ficamos simplesmente a observar as figuras que fazemos sem quase nos darmos conta do que fazemos!
TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! São sete horas e cinquenta minutos e o despertador acabou de tocar à hora combinada! O acto de o desligar indica que são horas de espreguiçar e sair da viagem de sonho para entrar na realidade. Uma realidade que indicava que era segunda-feira, inicio de mais uma semana de trabalho que se imaginava complicada! A viagem era o sonho do inconsciente, que talvez um dia se tornará realidade. O destino? Esse vai permanecer no meu imaginário de sonho!
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